Buscar

Vamos permitir um atentado aos direitos humanos, à saúde, e ao clima?

Acordo UE-Mercosul



O acordo UE- mercosul é um atentado à saúde, à humanidade, e ao planeta e, por isso, é nosso dever lutar para que não seja ratificado.

Consiste num acordo de livre comércio entre os países do Mercosul - a Argentina, o Brasil, o Paraguai e o Uruguai – e pode ser resumido pelo slogan “carros por comida”.


O objetivo é que a União Europeia aumente significativamente as suas exportações de automóveis e outros bens industriais, e, ao mesmo tempo, os países do Mercosul aumentem também, de forma significativa, as suas exportações de alimentos, minerais e outros bens do sector primário.


É UM ATENTADO PARA O CLIMA pois vai provocar um aumento do ritmo de destruição da Floresta Amazónica e do Cerrado, a expansão das monoculturas intensivas e da pecuária intensiva (63% da área desflorestada da Amazónia é utilizada para alimentação de gado) e a utilização não controlada de pesticidas. Tudo isto irá resultar numa avassaladora perda de biodiversidade em todos os biomas da América do Sul.


Adicionalmente, este acordo resultará num aumento de emissões de gases causadores de efeito de estufa devido ao crescimento da quantidade de bens transportados por longas distâncias, à desflorestação e às alterações no uso dos terrenos. Estima-se que haja uma libertação de CO2 no valor de 9 milhões de toneladas por ano, isto é, um volume de emissões anuais superior ao de uma cidade como Lisboa, e próximo do valor de cidades como Bruxelas.


É UM ATENTADO AOS DIREITOS HUMANOS porque põe em perigo os povos indígenas, defendendo a expropriação destes. Estes povos afirmam que os produtos exportados virão “regados de sangue indígena”. Além disso, a Organização Internacional do Trabalho acusa o Brasil de violar as convenções 98 (relativa ao trabalho infantil) e 154 (relativa à negociação colectiva), o que constitui um ataque aos sindicatos e trabalhadores em todo o mundo. Por outro lado, só na Argentina, um total de 186 mil empregos estão em risco.

É UM ATENTADO À SAÚDE pública e à soberania alimentar. A Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos declarou que 7,6% das amostras recolhidas excedem o nível máximo de pesticidas permitido na União Europeia - o que não é surpreendente tendo em conta que 149 pesticidas autorizados no Brasil são proibidos na UE e que a Argentina utiliza na sua indústria pecuária uma hormona de crescimento proibida em 160 países. O controlo do cumprimento das normas sanitárias e fitossanitárias estabelecidas na UE será enfraquecido com este acordo.

Por outro lado, o acordo UE-Mercosul ajudará apenas empresas multinacionais a crescer, pondo em risco as pequenas empresas. Será devastador para os pequenos produtores agrícolas de ambos os lados do Atlântico e para a soberania alimentar deste lado do Atlântico.

Vários países como a Áustria e França já afirmaram a sua oposição contra a ratificação do acordo pedindo a Portugal que não o assine. Portugal tem um papel muito importante visto que a presidência do Conselho da União Europeia é, desde Janeiro a Julho deste ano, portuguesa.


A decisão de assinar ou não, não está nas nossas mãos, mas devemos fazer tudo o que for possível para que o Acordo UE-Mercosul não seja assinado. Para isso foi


criada uma petição pública. O teu dever, como cidadão preocupado com a crise climática e com os direitos humanos, é assinar a petição e espalhar esta informação para que a petição possa ir longe. Vais ficar a olhar ou vais fazer parte da mudança?


Se te quiseres informar mais sobre o tema podes consultar aqui

Petição


Artigo escrito por Cristina Dubert

23 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo